No Pais do ALiCE e no Facebook

sábado, 20 de dezembro de 2008

Imagem da neve


Eu enrolei pra colocar a foto aqui, mas antes tarde do que nunca. A foto foi tirada da sacada do apartamento por volta das 8:30 do dia 10/12.

É pena que já derreteu tudo. Eu bem que queria ter um White Christmas...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Neve, neve!!!

Cara, como neva aqui!!!

Já faz dois dias que neva direto! É bem bonito, de fato. Não é minha primeira experiência com neve, mas é a primeira vez que é tanta e que não estou a passeio. Escorrega, dá medo de os carros não conseguirem parar ou fazer curva.

Além do que tem feito um frio do cão!

Enfim, a neve é bonita e bem bacana pra brincar, mas pode ser fatal...

domingo, 7 de dezembro de 2008

Boa noite, Cinderella!

Isso só poderia ter acontecido por aqui mesmo.

Sexta-feira, 05/12, eu e a Andréia fomos ao centro de Genebra, para irmos numa grande loja de departamentos que lá tem. Na volta, já estava escuro, resolvemos comer algo no McDonalds mesmo, ao invés de fazer o jantar em casa depois.

A lanchonete estava lotada e depois de esperar algum tempo na fila, sou atendido pela sorridente funcionária do McDonalds que chama-se...!? CINDERELLA!!! Isso mesmo, Cinderella (com dois "l's" se não me falha a memória).

Enfim, foi engraçado:
"- Bon soir, Monsieur!
- Boa noite, Cinderella!"

domingo, 23 de novembro de 2008

Annecy

Aqui vou falar um pouco da viagem de domingo passado. Fomos a Annecy, uma cidade francesa que fica ao sul de Genebra. É uma cidade muito bonita, com um lago de degelo em torno do qual a cidade cresceu. O lago é significativamente menor que o lago Genebra, mas o pessoal aproveita bem o lago como lazer. A cidade tem um centro velho, medieval, com casas muito antigas e um castelo na subida de um dos morros. A parte velha da cidade é cortada por um rio, que é alimentado pelo lago.

Annecy é um pouco mais frio do que aqui. Enquanto estivemos lá pudemos notar que a temperatura estava muito mais baixa que aqui. Não tivemos sorte de ver o sol por lá. Ficou nublado todo o tempo, mas as paisagens não ficaram menos belas por isso. Acabamos almoçando num restaurante do centro velho. Os preços por ali são bem razoáveis, e comemos um "menu" (prato principal + salada + dessert) por honestos 13 euros por pessoa (bebidas à parte).

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Gruyères II: Reloaded!

Voltei a ativa! Ensaiei várias vezes um post sobre um acontecimento desagradável, mas nunca o fiz. No dia 12/10, domingo, fomos ao Jardim Botânico de Genebra e na volta, perdi a câmera fotográfica na orla do Lago. Tirei do bolso pra não deixar cair enquanto tirava a blusa e acabei esquecendo-a no banco. Depois de andar uns 500 metros lembrei e voltei correndo, mas era tarde...

Passado o momento de tristeza, e tentativas vãs de recuperar a máquina pelo "achados e perdidos", compramos outra máquina. E agora, junto com a nova máquina, novas fotos de novas "aventuras".

Esse final de semana alugamos um carro em companhia (e share) de dois amigos de Campinas que também trabalham no CERN. Fomos novamente em Gruyères e também Annecy, na França.

Em Gruyères, dessa vez tivemos a oportunidade de conhecer o centro histórico da cidade, que fica no alto de uma montanha. Da outra vez isso não foi possível pois chovia muito, além de fazer bastante frio. O que mudou dessa vez foi a falta de chuva. Já o frio...

E pra variar tinha algo acontecendo em Bulle. Dessa vez era uma corrida (tipo maratona). Ou a gente é muito "sortudo", ou a cidade tem uma agenda de atividades para finais de semana impecável!

Demos também uma passadinha na Maison du Gruyère, afinal ninguém é de ferro. Aproveitamos e comemos no restaurante deles o menu do dia: rösti, tranches de porc, vegetables, dessert, por honestos 17 CHF.

O Balanço geral foi excelente!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Inauguração oficial do LHC

Amanhã será a inauguração oficial do LHC.

Estão agendadas as visitas de inúmeros ministros de estado, de diversos países. O Brasil enviou o vice-presidente da Rede Nacional de Física de Altas Energias representando o ministro da ciência. Inclusive fomos convocados (todos os brasileiros no CERN) para uma reunião com ele. Compareceram 37 pessoas, 30 do RJ. Impressionante isso...

Mas a coisa notável por aqui é a presença maciça da polícia. Com tantos ministros por vir (alguns inclusive chefes de estado), o nível de segurança elevou-se consideravelmente. De repente me lembrei do tempo passado nos EUA...

sábado, 18 de outubro de 2008

Antiguidades científicas


Esse é um post divertido para os físicos.

No centro histórico de Genebra tem uma rua apenas com lojas de antiguidades. Entre elas, acabei descobrindo uma loja de antiguidades científicas. É muito bacana! Lunetas de 200 anos, microscópios do século XIX, barômetros acoplados com termômetros, galvanômetros, enfim um verdadeiro relicário para pessoas como nós, físicos.


A primeira vez que passei lá tinha alguns artigos até acessíveis (lunetas ~200 Francos), mas da última vez a coisa salgou: o item mais baratinho era da ordem de 900 Francos.

Mas vale a pena o registro e a dica, se algum dia estiverem em Genebra recomendo a visita:

19 Rue du Perron - 1211 - Genève 3 - Suisse (www.perret-antiques.ch)

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Vídeos de Gruyères

No dia em que fiz a postagen de Gruyères, eu também quis incluir os vídeos que fiz, mas não funcionou (o youtube levou muito tempo para tratar os arquivos). Agora eu editei o post incluíndo os vídeos no texto, na ordem dos eventos.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Gruyères

No último final de semana, o primeiro de Outubro, meu irmão, Marcelo, que estava em viagem profissional pela França aproveitou para dar uma esticadinha até aqui. Ficou hospedado em nosso humilde apartamento e possivelmente voltou com alguma dor nas costas por dormir no "leito de hóspedes", também conhecido como sofá.

Para ganharmos tempo nas locomoções alugamos um carrinho. Na reserva achei que ia vir um Fiesta ou Corsa, mas acabou vindo um KIA Cee'd, completo, com todos os opcionais que se pode imaginar. Muito bom! Pena que justo as fotos que tirei do carro, por algum motivo, não saíram.

Bom, o Marcelo chegou na sexta-feira à noite. Pra variar fizemos um jantar baseado em queijos, frios e vinho. Aproveitamos pra colocar alguns assuntos em dia e traçar um roteiro para o final de semana e decidimos: La Maison du Gruyère no sábado e o Chateau Chillon no domingo.

Estava bem frio na sexta (em torno de 40C) e meio chuvoso. Chegou a nevar no Jura (as montanhas aqui atrás de casa). Quando saímos pela manhã estava uns 6 graus. Antes de seguir para Gruyères, fomos visitar a feira de Ferney. Infelizmente, com o tempo chuvoso não é a mesma coisa, pois alguns dos pitorescos não comparecem. Mas mesmo assim vimos a barraquinha do Au Lapin Degolée (vale buscar a tradução). A Andréia quase teve um troço quando viu. E eu e o Marcelo fizemos piadas com os Lapins Degolées o final de semana todo.

Enfim, acabamos rumando para Gruyères por volta de 10:30. Na verdade o nome do lugar é Pringy-Gruyères, que mais parece ser um bairro (ou subdistrito) de Bulle, no Cantão de Fribourg. Nos perdemos algumas vezes, pois não tínhamos GPS, só um mapinha Google impresso. O nível do mapa era tal que tinha indicações do tipo "entre na Estrada Desconhecida por 20 km". Enfim, acabamos achando!

O trajeto foi realmente de uma beleza exemplar. O clima, parcialmente chuvoso, proporcionou-nos uma viagem que tinha visibilidade suficiente para ver as árvores, coloridas pelo outono, e o topo de boa parte das montanhas, ao mesmo tempo que nessas últimas, nevava. Sim o trajeto todo foi nevado ao nosso redor, mas não no nosso caminho.

Chegando em Bulle ficamos encantados com a beleza da cidade. Num dado momento começou um certo trânsito e começamos a achar que era por causa das visitas à Maison du Gruyère. Mais à frente descobrimos que na verdade era uma espécie de festival anual, que tivemos a imensa sorte de presenciar. Era uma espécie de ritual de encerramento do verão, no qual os camponeses, vestidos à caráter, desciam com seus rebanhos inteiros de vacas milka do alto das montanhas para protegê-las do inverno. As vacas também estavam "vestidas" para a festa, com adornos presos à cabeça, ao corpo e aos seus (imensos) sinos.



Quando finalmente chegamos a Pringy-Gruyères, tivemos a visão de um castelo no alto de uma montanha, que viemos a saber depois que era a vila de Gruyères. Tentamos ir até lá, mas foi justamente no momento mais frio e chuvoso do dia (fazia em torno de 4 graus). Então decidimos ir primeiro à Maison du Gruyère para depois, se parasse a chuva, subir até a vila.

Chegando na Maison, acompanhamos as explicações do procedimento de fabricação dos famosos queijos Gruyère, a começar do processo de alimentação das vacas, da história e inclusive dos aromas da montanha (existiam uns "provadores de odores" lá). Depois vimos como funcionava todo o processo de ordenha, seleção do leite, e fermentação, até o armazenamento. Foi muito legal.



E como já fazia tempo que tínhamos visto os lapins degolées, começou a bater uma fome. Comemos ali mesmo, pratos típicos suíços, feitos com o melhor e original queijo gruyère. Sensacional.

Quando terminamos de almoçar, não só não tinha parado de chover, como a temperatura tinha caído para 3 graus. Resolvemos voltar pra Genebra, pois ainda queríamos levar o Marcelo para conhecer o centro histórico. No caminho, a chuva começou a engrossar e a temperatura caiu a 2 graus! As gotas começaram a tomar uma forma meio estranha quando batiam no pára-brisa e concluímos que devia ser uma "pré-neve". Deu um certo medo, mas tudo bem. Conforme a altitude foi diminuindo a temperatura foi aumentando e a chuva diminuiu.

Chegamos em Genebra, mas resolvemos antes passar em Ferney. Quando fomos para o centro estava um pouco tarde e acabamos voltando para Ferney e comemos na pizzaria do centro da cidade (aquela do post anterior).

No dia seguinte fomos ao castelo Chillon. Como eu já fui lá e já fiz um post sobre isso (veja aqui) vou me resumir a dizer que a Andréia e o Marcelo gostaram muito. Eu também gostei, pois pude notar coisas que não vi da primeira vez. Na saída a gente deu uma volta por Montreux. Uma cidade de fato muito bonita, e como meu irmão bem observou, um tanto parecida com Mônaco. Diferentemente do dia anterior, o clima estava muito mais ameno e agradável. Tanto que tomamos sorvete à beira do Lago Léman (lago Genebra).

Na volta, tínhamos que fazer uma "parada obrigatória" em Lausanne. Isso porque crescemos no bairro paulistano batizado em homenagem à essa cidade. Houve alguns pedidos explícitos de tirarmos fotos de lá feitos pelo meu pai e pelo meu primo Nilton.

Voltamos então para Genebra e finalmente passeamos no centro histórico (ver esse post). Pra finalizar o domingo e bem o final de semana, acabamos jantando um fondue num restaurante do centro histórico.

Enfim, foi um final de semana como poucos.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Ferney Voltaire

Vou falar um pouquinho da cidadezinha onde a gente vive: Ferney-Voltaire.

É uma cidade muito antiga, originalmente chamada Fernex. Assim como várias outras cidades e vilas na região (Gex, Oyonnax, Saconnex), ela era terminada em "x" devido herança cultural gaulesa (lembra do Asterix?). Aqui era a região conhecida pelos romanos como Gália Transalpina.

Aí, no século XVIII, apareceu o senhor Voltaire, filósofo, poeta e escritor. Ele já era influente na França quando chegou por aqui. Veio de mudança pra Genebra, mas acabou desistindo de morar lá pois as leis da cidade eram muito conservadoras para permitir que as peças teatrais de sua autoria pudessem ser exibidas por lá. Então ele veio a Fernex, e aqui montou um teatro, onde apresentava suas peças. O público era todo de Genebra, que vinha até aqui para poder apreciar os espetáculos. Fico pensando que se hoje, de ônibus (ou automóvel) leva-se 25 minutos para vir do centro de Genebra até aqui, imagine no século XVIII...

Voltaire contribuiu muito para o desenvolvimento de Fernex, pois além de sua influência social, cultural e política ele chegou a doar dinheiro para melhorias na cidade. Com tanta influência ele foi nomeado "protetor" (não lembro a expressão correta) da cidade e já sentindo-se meio dono do lugar resolveu mudar o nome da cidade para Ferney, pois ele achava que já tinha muita coisa terminada com "x", por aqui.

Após a morte de Voltaire, a cidade foi rebatizada, por decreto presidencial (ou real, sei lá) para Ferney-Voltaire.

Hoje, além do centro histórico, bem interessante, ela abriga uma grande comunidade de anglófonos. O motivo eu ainda não consegui descobrir qual é. Mas até propaganda do Obama já vimos na feira da cidade. Aliás, essa feira é uma das atrações da cidade, com mercadorias pitorescas e típicas. No centro histórico também há uma excelente pizzaria, da qual eu e a Andréia já estamos nos tornando habituées.

As fotos que coloco aqui foram tiradas no domingo, 28/09/2008.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

A chegada da Andréia

Com mais de um mês de atraso, enfim o post do final de semana que a Andréia chegou junto com os pais dela e mais uma amiga deles. Eles chegaram na sexta-feira, 29/08/08 por volta das 15:00, vindos de Viseu, Portugal. Houve uma certa polêmica entre eles sobre como vir de Portugal pra cá, mas a amiga convenceu os pais da Andréia a virem de ônibus. Ficaram 24 horas na estrada! Que sofrimento... Acho que a tiazinha estava mal informada e acabou convencendo a todos optarem pela pior opção. Mas enfim, agora já foi.

Apesar do cansaço o final de semana em que eles estiveram por aqui foi bem agradável. O sábado nem tanto, pois perambulamos por Genebra correndo atrás de um sobrinho da tal amiga que mora por aqui. Mas a viagem não foi de toda perdida, pois acabaram encontrando os chocolates que eles tanto procuravam.

No domingo, como a senhôra encontrou o sobrinho, foi convidada a passar o dia com ele. Aproveitando o ensejo, pudemos ficar mais à vontade e fazer um passeio mais interessante.

Fomos ao centro histórico de Genebra, visitamos as catedrais católica e protestante. Muito interessante as diferenças. Caminhamos à beira do lago e acabamos indo parar num restaurante português que eu havia reparado no dia anterior. Fiz questão de levá-los lá pois o Sogrão estava meio amoado com o fato de não conhecer os pratos e ter dificuldades em pedir a comida.

Chegando no restaurante foi uma festa. Já na porta, com o garçon nos atendendo em português os ânimos começaram a mudar. Como se não bastasse, ao adentrar o recinto descobrimos que os donos eram também de Viseu. Acabaram por nos convidar pra passar lá à noite que tocariam uns fados e assim foi. Ao final do domingo estavam todos muito contentes.

Na segunda eles preferiram ficar em Ferney. Como eles estavam hospedados no hotel do outro lado da rua, foi fácil. Logo de manhã vieram até aqui, mas tive que deixá-los pois tinha que ir trabalhar. Eles gostaram do ambiente e do jeito da cidadezinha, mais acolhedor do que Genebra.

Na terça-feira os pais da Andréia voltaram pra Portugal, junto com a amiga deles. Não fiquei aqui até a hora da despedida mas sei que rolou uma certa choradeira, afinal teriam que deixar a filhinha por aqui...

Aliás, não foi por acaso que eu preferi não comentar muito sobre eu e Andréia, afinal depois de 1 mês sem nos vermos, é melhor não comentar nada...

Enrolando o blog

Tenho um monte de coisas novas pra postar no blog e algumas outras que nem são tão novas assim. Estou meio de rosca, admito, mas tentarei colocar pelo menos dois posts hoje à noite.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Piadas com o atraso.

Depois do personal acelerador de partículas nucleares Tabajara, tinha que acontecer alguma piada com os acontecimentos recentes. Esse eu resolvi postar aqui.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Atraso no LHC

Alguns de vocês podem já ter visto em algum noticiário que na sexta-feira passada, 19/09, houve um incidente num dos setores do LHC que acabou culminando com o vazamento de gás hélio. O hélio é usado para manter os ímãs em temperaturas extremamente baixas de forma que se tornem supercondutores.

O problema é que com o vazamento de hélio a temperatura sobe alguns graus, tornando impossível operar o ímã, pois este perde a supercondutividade. Para corrigir o problema é necessário que se encontre a fonte de vazamento para debelá-la. Mas para isso o setor inteiro precisa ser trazido à temperatura ambiente e isso leva algum tempo.

O tempo estimado para o conserto é de alguns dias, mas o tempo necessário para reaquecimento e depois o resfriamento completo do setor é em torno de 2 meses. Ou seja, teremos dois meses de atraso, o que acaba sendo um pouco frustrante...

Mas sempre há que se aproveitar o lado bom. Alguns componentes do ALICE ainda não estavam 100% instalados e outros necessitavam de pequenos ajustes, o que só seria possível quando o LHC parasse por um longo período. Portanto, essa parada indesejada vai nos dar tempo para preparar o ALICE para coletar dados de melhor qualidade e até mesmo em maior quantidade (mais dados por colisão). Isso pode economizar algum tempo na análise e compensar um pouco o atraso.

O caderno de ciência da Folha de São Paulo de 22/09/08 traz uma matéria sobre o caso e o reporter me procurou para ajudar a esclarecer e comentar sobre o caso. A reportagem completa pode ser lida por assinantes da FSP ou do UOL aqui.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Seção Pedidos II: fotos do apartamento

Pois bem, finalmente vou postar esse aqui. Houve uma certa repercussão aqui no blog sobre as condições da moradia. Houve até quem dissesse que o banheiro ficava no fim do corredor...
Enfim, agora vocês podem ver as fotos.



Sobre a localização, ficamos numa pequena cidade chamada Ferney-Voltaire, logo após a fronteira entre a Suíça e a França (uns 500 metros), do lado francês. Na praça logo à frente da saída do prédio tem um cinema (com 3 salas), uma farmácia, um pub irlandês e um restaurante tailandês. Na seqüência tem um hipermercado de uma rede pertencente ao Carrefour. Apesar de ser meio fora de mão em relação ao CERN, é perto. 10 minutos de carro, 25 de bicicleta. O problema é pra chegar de busão: em média 45 minutos (não tem ônibus direto).


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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Seção Pedidos I: cheiro ruim no hotel

Ok, tenho alguns pedidos de postagem e vou seguir a seqüência e começar com a história do cheiro ruim no hotel.

Quando cheguei por aqui, em 28/07, fiquei num hotel na cidadezinha de Saint Genis-Pouilly, França, chamado Premiere Classe. Escolhi esse por ser a melhor relação custo/benefício. Não era o mais barato, mas tinha banheiro no quarto. E é aí que começa a história deste post!

Cheguei num dia muito quente, de uma semana quente, desde vários dias antes até vários depois. Cheguei, com ajuda do Guilherme, larguei as coisas lá e fui mal educado mandando o Guilherme embora porque eu queria dormir um pouco (desculpa aí...)

Não demorou muito notei que o banheiro tinha um certo cheiro. Típico de banheiro de rodoviária, só que bem mais light. Bastava fechar a porta e pronto. Logo lembrei que quando fiquei no dormitório de BNL em janeiro, nos dias mais quentes o banheiro (lá coletivo) começava a exalar um certo odor. Assim, passei a deixar o ar condicionado ligado pra mellhorar a qualidade do ar.

Uns dias depois chegou o Diogo. Ficamos indo pra cima e pra baixo, conhecendo vários lugares já logo no dia que ele chegou. Quando cheguei de volta no hotel pra dormir, novamente cheiro ruim! Mas dessa vez diferente do primeiro. Cheiro "número 2". Liguei o ar condicionado no máximo.

No dia seguinte saí e deixei o ar ligado no máximo e fomos pro Chillon. Fiquei reclamando do cheiro com os caras no caminho. Passamos o dia todo fora. Quando voltei pro hotel de novo aquele cheiro podre e o ar condicionado desligado. Fiquei com ódio da camareira! Mas enfim, repeti o procedimento da noite anterior e fui dormir.

Na manhã seguinte, fui tomar café no meu quarto com uns pertences que tinha comprado no mercado. Quando abri meu inocente queijinho Collomiers Prèsident... PQP!!!! Que soco na cara!! O queijo tinha um cheiro podre ao extremo!!! Fiquei com medo de comer. Dei uma dentada, mas tava muito bom. Desculpei-me em minha mente da pobre camareira... Nunca mais comprei daquele queijo desde então.

Agora o Diogo precisa contar a história de ter subido um certo barranco e do locker em Budapeste!

Estatísticas do primeiro feixe

Acabei de receber do escritório de imprensa do CERN um primeiro estudo estatístico sobre a cobertura de notícias do primeiro feixe do LHC. O que me foi enviado foi o gráfico que copiei abaixo (sugiro clicar na imagem para visualizar melhor). As legendas são em alemão, mas dá pra decifrar seus significados sem muito trabalho.


Resolvi divulgar isso por ter achado bastante interessante a seguinte correspondência: se tomarmos o número (estimado) de habitantes de cada região representada fica muito claro que o número de chamadas da mídia por milhão de habitantes é fortemente correlacionado com o desenvolvimento de cada região. Isso nos leva a pensar em muitas coisas. Pode ser simplesmente um efeito de que o acesso aos meios de imprensa é diretamente proporcional ao desenvolvimento. Pode ser também que o assunto abordado (ciência) tenha pouca repercussão em regiões menos desenvolvidas, o que mais uma vez é relacionado aos diferentes níveis de investimento em pesquisa nos países ricos e pobres.
Independente das discussões e conclusões que se pode ter, achei que seria interessante compartilhar o gráfico.

Agradecimentos e Google

Hoje recebemos do departamento de imprensa do CERN um e-mail de agradecimento pela ajuda com a mídia no dia do primeiro feixe. Esse e-mail falava da repercussão global do evento (mais de 3500 procuras haviam sido registradas no google no final daquela tarde) e mais de 500 TVs ao redor do mundo retransmitiram o sinal da Eurovision. Foi de fato um sucesso mundial. E o próprio Google ajudou a divulgar o evento colocando seu logotipo "estilizado em LHC".

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Internet em casa: final da novela!!!

Bom, finalmente temos internet em casa. Ontem o sinal finalmente ficou "sincronizado" e temos agora uma internet rápida. Só não pudemos brincar muito ontem pois acabamos saindo de casa, mas já deu pra ver que está tudo ok. Agora as postagens aqui voltarão a ser mais regulares.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Frase de impacto

Acabei de saber, num comentário deixado neste blog, que uma das 2 frases do dia, escolhidas pela edição da Folha, é minha.

Tudo bem que no lugar de Bóson de Higgs eu disse Plasma de Quarks e Glúons e que eu também já deixei de ser doutorando, mas o legal é que o reforço à mensagem de apoio a um empreendimento científico fantástico como o LHC ficou destacado.

A saga da internet em casa! (PENÚLTIMO capítulo)

Esse negócio de internet na França é complicado!

Eles ainda preservam o monopólio da telefonia para a France Telecom, assim como era no Brasil antes das privatizações. E o monopólio se extende inclusive às TVs à cabo: você não pode ter uma TV a cabo se não tiver uma linha da France Telecom. Resumindo, de um jeito ou de outro, pra ter internet você é obrigado a ter uma linha da France Telecom.

Depois de apanhar alguns dias até perceber que eu tinha dado um passo pra trás na evolução das sociedades humanas, eu fui até uma loja da Orange Telecom em Ferney-Voltaire, que é o braço celular/internet/TV da France Telecom. Chegando lá, um gaiato me atendeu e disse que eu só poderia ter internet na França se eu tivesse conta em banco!!! O sangue ferveu, pois perdi a viagem e não resolvi nada.

Chegando em casa, já mais calmo, lembrei que o Guilherme Hanninger tem internet da Orange. Liguei pra ele pra saber se ele teve que abrir conta bancária na França pra ter internet orange. Ele disse que não. Que vontade que deu de voltar na loja e dar uma voadora naquele animal...

Enfim, voltei lá outro dia, acompanhado da Andréia. Uma chuva do cão! Depois de esperar quase meia hora, uma garota bem jovem e bem mais esperta que o primeiro ogro que me atendeu disse que de fato eles pedem pra que as pessoas façam tudo por débito automático, mas que isso não é obrigatório. Ela nos deu uma lista de documentos pra levarmos lá. Como os dias seguintes eram de preparação para o primeiro feixe, só voltamos lá ontem. E finalmente, a linha de telefone já foi instalada e funciona. Só falta a internet, que segundo o cara que nos atendeu ontem, leva de 5 a 10 dias depois de a linha dar sinal. Falta pouco...

Dois feixes e primeiras colisões próximas

Acabei de ouvir um dos chefes do ALICE dizendo que durante a noite tivemos a seqüência do trabalho "1 feixe de cada vez" e agora pela manhã começaram os testes com os dois feixes simultâneos. Pelo que fiquei sabendo, esses testes estão sendo bem sucedidos. É possível até mesmo que durante o final de semana ocorram as primeiras colisões.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Sobre a reportagem da Folha

Somente algumas impressões sobre o que saiu na Folha: achei que foi muito simplificado e perdeu o foco do que eu passei quase duas horas falando. É óbvio que vende mais jornal colocar "Fim do mundo" no título da reportagem, mas enfim...

A outra coisa levemente desagradável é que fui "rebaixado" para "doutorando". Nada contra os doutorandos, eu já fui um e minha experiência como tal foi prazerosa, mas estou em outra fase da vida e da carreira agora.

Confesso que fiquei decepcionado...

O Segundo Feixe

Muito bem, como eu disse dois posts atrás, o feixe do sentido anti-horário encontrou algumas dificuldades que o primeiro não encontrou, mas completou sua volta próximo de 14:30 (horário local). Não houve maiores contratempos e depois de "passar" o feixe, começou um trabalho de condicionamento do feixe, que nada mais é do que melhorar as condições de controle.

Por volta das 15:30 fui informado que um jornalista de "O Estado de São Paulo" viria até o ALICE na turma de jornalistas das 17:10. No entanto, talvez devido ao cansaço ou ao tempo que teriam para redigir sua reportagem, acabaram desistindo de vir.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Fotos do PRIMEIRO FEIXE

Graças ao Gustavo Valdiviesso eu tenho umas fotos pra postar aqui. A primeira é o monitor geral do ALICE (antes do feixe).




A foto seguinte é a do detector mais interno, ITS, mostrando alguma atividade com o trecho de feixe que estava passando.




As fotos seguintes são as mais legais. Mostram o painel de monitoramento do feixe. A janela mais da esquerda, na primeira foto, mostra uma bola vermelha quase no meio da tela. A segunda foto, apresenta uma segunda bola vermelha, mais a direita e um pouco mais ao alto do que a primeira. A primeira bola significa que o feixe saiu e a segunda significa que o feixe completou a volta. Ou seja, SUCESSO!!!




O PRIMEIRO FEIXE!!!!

Estou postando da sala de controle do ALICE! O primeiro feixe foi um sucesso!!! Ele foi passado, no sentido horário em menos de 1 hora! Quando ele finalmente completou a volta foi uma grande comoção, muitos aplausos, foi de fato incrível!

Em seguida, cerca de uns 30 minutos depois chegou um repórter da Folha de São Paulo. Eu não disse antes pra não causar expectativas, mas eu havia sido escolhido há algumas semanas para ser o porta-voz do grupo brasileiro no ALICE. Por esse motivo eu estive aqui desde as 9:00. Quando finalmente chegou um jornalista brasileiro, ele foi encaminhado a mim. Conversamos por umas 2 horas. Foi muito legal. O Gustavo Valdiviesso, que estava em shift a noite e ficou "de penetra" acompanhou a entrevista. O jornalista, Marcelo Ninio, disse que a entrevista será publicada na Folha de São Paulo de amanhã, portanto não percam.

Agora, estamos esperando a conclusão do feixe no sentido anti-horário. Esse está mais difícil. O sistema criogênico de um dos setores está com dificuldades em manter os ímãs a temperaturas suficientemente baixas.

Um detalhe: acabei esquecendo de trazer minha máquina fotográfica, mas felizmente o Gustavo estava com o celular dele e tirou algumas. Publico-as assim que ele me as mandar.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

A saga da internet em casa!

Continuo sem acesso domiciliar à internet. Isso emperra minhas postagens pois não dá pra ficar fazendo isso com freqüência no CERN.

Algumas novidades a serem postadas são a chegada da Andréia, o final de semana com os pais dela por aqui, e outras coisas ainda do começo da viagem. E eu não esqueci dos insistentes pedidos do Diogo pra contar a história do queijo collomiers.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

MUDEI!!!

Finalmente mudei pro apartamento onde devo morar até o fim do meu período por aqui. Fui pra lá segunda-feira, 25/08, no final da tarde. É pequeno, e tinha sido limpo por uma faxineira que seria demitida em 30 minutos se fosse faxineira da minha casa! Mas enfim...

O problema da falta de internet continua, pois no apartamento não tem nada disso ainda (nem TV ou telefone), então as atualizações do blog continuarão um pouco prejudicadas. Estou procurando uma assinatura, sem compromisso de prazo. Espero resolver isso essa semana, mas em francês as coisas são mais complicadas.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Avalanche no Mont Blanc!!!

Ontem, assistindo ao jornal da noite, fiquei abismado com a notícia! Como não entendo quase nada de francês ainda, fiquei na dúvida se era isso mesmo. Mas depois de algumas repetições da notícia eu tive certeza. Mostraram uns sortudos que escaparam, mas tinham 8 desaparecidos. Obviamentea imprensa do Brasil não deve ter destacado o fato, mas mesmo assim procurei alguma coisa na internet. Achei uma nota no estadao.com sobre o assunto.

sábado, 23 de agosto de 2008

3 dias sem internet!!!

Pois eh, como eu suspeitava, nao tem wireless no outro hotel. Ou melhor, tem, mas custa 5 euros/minuto!!! Como pode, um hotel de baixo custo, que tem banheiro no corredor (triste), cobrar wireless a preco de hotel 5 estrelas? Depois falam dos portugueses...

Alias, agora estou postando porque pra ir almocar acabei alcancando a malha de transporte publico de Genebra e acabei dando uma esticadinha ateh o CERN. Eu lembrava de uns computadores "publicos" ao lado do escritorio de usuarios e de fato funcionam! Soh que naum tem acento... (deu pra perceber, neh?) Tambem nao tem entrada USB, logo nao rola de colocar fotos por enquanto. Como eu provavelmente nao virei ao CERN amanha, ficarei sem postar ateh segunda (pelo menos).

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Rolê de Bike


Sábado, 16/08, foi o primeiro dia inteiro que tive a bike em minhas mão. Como a previsão do tempo era boa, combinei com o pessoal da Unicamp de darmos um rolê de bike por Genebra, pois eles também tinham conseguido as bikes deles recentemente.

De fato a previsão se concretizou, e o dia foi muito bonito mesmo. Mas, como alguns de nós estavam um tanto sedentários, foi um pouco difícil, mas valeu. Na foto, os "atletas" que me acompanharam, David e Bárbara.

Fim de shift e mudança indesejada

Ontem foi o último dia de shift. Fiquei na equipe que cuida da segurança e operação dos detectores do ALICE. Como o LHC ainda não começou a funcionar, dá pra imaginar como foi monótono.

Mas o pior mesmo é a mudança indesejada que serei obrigado a fazer. Aliás, na verdade, já comecei. O apartamento que reservei para morar só fica livre segunda, 25/08, assim eu pretendia ficar no hotel até a manhã deste dia. Pretendia, pois quando fui fazer a reserva até a noite de domingo, 24/08, fui informado que o hotel já estava lotado para o final de semana que começa amanhã, 22/08. Ou seja, vou ter que arrumar outro lugar pra morar, por apenas 3 noites...

Isso não seria um grande problema se a bagagem não fosse extensa. Estando sem carro, fica difícil ficar carregando 2 malas e 2 mochilas, que variam de 5 a 33 Kg. Por isso, eu comecei a mudança hoje! Levei a mala maior e uma das mochilas pro apartamento de 3 brasileiros da UNICAMP. Elas devem pernoitar no apartamento deles pelo menos até amanhã, quando farei o check-in.

Aliás, o novo hotel tem toda a pinta de ser mais fuleiro que esse aqui, então acredito ser bem possível que não haja acesso a internet, o que mais uma vez vai comprometer as postagens no blog.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Ainda sobre o Chillon

Esqueci de colocar um detalhe muito interessante. O Chillon inspirou obras literárias de Lord Byron e Mary Shelley (em inglês, mais completo), numa viagem de barco que estes, mais o marido dela (então ainda noivo), fizeram ao Castelo no início do século XIX. Dessa visita, as obras inspiradas foram O Prisioneiro de Chillon (Byron) e, nada mais nada menos do que Frankenstein (Mary Shelley).

Castelo de Chillon

O shift hoje está muito devagar, então resolvi terminar esse post que comecei no domingo.
Seguindo a seqüência ainda fora de ordem, esse post apresenta agora o passeio que eu fiz ao Castelo de Chillon, no sábado 02/08/08.

Fomos eu, o Diogo e o Guilherme, este novamente gentilmente nos levando pra cima e pra baixo. Chegamos relativamente cedo, pois o local é concorrido. De fato, na saída rolava uma certa "muvuca" pra entrar.

O Castelo, que fica próximo à cidade suíça de Montreux, é muito bonito e tem uma história realmente interessante. Ele foi construído sobre uma rocha que aflora na superfície do lago Genebra, a alguns metros da borda do lago. Isso é interessante do ponto de vista estratégico para uma fortaleza, pois cria um fosso natural, aumentando seu poder defensivo. O outro lado da rocha é uma espécie de "abismo submerso", pois tem dezenas de metros de profundidade, além desse lado da pedra ser íngrime como uma parede. Isso, mais uma vez, reforça a capacidade defensiva do Chillon.

O Castelo - assim como vários outros - foi construído em etapas. em outros tempos era parcialmente destruído em batalhas, depois reconstruído, ampliado, etc., até chegar à sua forma atual no século XIX. Ele foi entre posto comercial, prisão e fortaleza (e talvez algo mais que a ausência do folhetinho agora não me permite lembrar).

Para adentrar o castelo obviamente precisa pagar. O ingresso custa 12 francos suíços (CHF) para adultos e estudantes pagam 10 CHF. Como o Diogo e o Guilherme são estudantes, pagaram 10 CHF. Eu fui na cola e paguei 10 CHF também...

Chegando lá pudemos visitar praticamente tudo no Castelo. Fomos às masmorras onde ficavam os condenados, criminosos e presos políticos ou ideológicos. Na parte subterrânea ainda, havia a parte de mercearia, estoque de alimentos, etc. Subindo, chegamos à parte habitada pelos nobres senhores do castelo, no caso os duques de Savóia (outras grafias possíveis são Sabóia ou Savoy). O cara devia ser muito rico! Visitamos as partes que eram usadas como residência de verão uma e a outra de inverno. Lareiras gigantescas! Em um dos lugares tinha até um cardápio de banquetes, e umas receitas de pratos da época.

Como toda residência, nesse castelo não poderia faltar também a área mais íntima, ou seja, o lugar da "higiene". Essa parte mereceu um parágrafo especial, pois é muito curioso a atenção dedicada a esse ponto por quem administra o castelo. Vimos uma sala de banho com uma banheira primitiva (para nós) e muito chique (para a época). Em seguida fomos ao cagódromo! Sim, não tem como ter outro nome! Era um banco de madeira, com dois buracos (que você já deve imaginar pra que serve). Um buraco do lado do outro!!! Hoje em dia, quando o cara precisa discutir alguma coisa com o subordinado o cara leva o cara pra tomar um café. Naquele tempo, o cara chamava o indivíduo pra "bater um barrão"! E o mais legal era que esse cômodo, ficava bastante alto e os burcos dessa nobre retrete caíam em uma espécie de túnel vertical, que terminava nas águas do lago. Parecia um lançador do b....! O Diogo chamou de corneta de peido, pois devia dar um eco... Pelo menos esse esquema não rolava de a água bater na bunda. Outra coisa curiosa ainda neste cômodo era a amostra de obras de arte escatólogica daquela época.

Deixando de lado a escatologia, prosseguimos a visita às partes do castelo que tinham função defensiva. Alças de tiro de flechas, bacamartes, canhões, azeite fervente, etc. Isso sim é que se pode chamar de fortaleza! Chegando ao topo, no alto da torre mais alta, a vista foi espetacular. Para todos os lados pode-se observar os flancos do castelo, numa verdadeira visão estratégica. Do ponto de vista puramente turístico, um show: o lago, suas praias, os alpes, barcos a vela... Enfim, se existe algum lugar em que a expressão "primeiro mundo" se aplica, eu não consigo pensar em melhor lugar.

Depois descemos cansadíssimos e esfomeados. Fomos comer em Montreux, à beira do lago Genebra! Quer coisa mais chique? Basta pedir caviar, porque a gente foi no supermercado e compramos baguete, frios e queijos, refrigerantes e pegamos uma mesa do McDonalds na cara-dura. Mas mesmo assim foi bom, porque os frios, os queijos e as baguetes que a gente comprou eram muito boas. O problema mesmo foi apoiar a comida naquela mesa ao livre, pois logo vimos que tinha uns pombos por ali. E sabe como é onde tem pombos... (a escatologia continua).

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Shifts

Hoje é o meu primeiro dia de shift. Somando tudo vou trabalhar umas 15 horas/dia em média nos próximos 3 dias, assim a atualização aqui vai ficar prejudicada. Mas assim que eu tiver um tempinho, posto de novo.

sábado, 16 de agosto de 2008

Le Mont Blanc

Como disse no começo do blog, as coisas vão sair meio fora de ordem por um tempo...

Agora vou falar um pouquinho do dia que fomos ao Mont Blanc, o pico mais alto do Alpes, com 4810 metros de altitude (há outras versões pra essa altura, até 2 metros de diferença). A parte da montanha que fomos fica na França, na cidade de Chamonix (hoje eu vi na TV que a cidade de Saint Gervais também tem um pedaço dele). Do outro lado fica a Itália e o cume do monte é uma espécie de marco que divide os dois países (do lado de lá ele vira Monte Bianco).


View Larger Map

Fomos lá no domingo, 03/08. Nesse dia, era aniversário do Diogo, um dos meus amigos do IFUSP que estavam por aqui. O outro é o Guilherme, que também veio trabalhar no CERN. No carro do Guilherme então fomos os 3, mais dois amigos de infância do Guilherme que passavam por Genebra neste mesmo final de semana. Um chama-se Patrick e o outro não consigo lembrar, mas eu viva louco pra chamar ele de Leonardo, pois parecia muito com o cantor sertanejo. O carro é pequeno, ainda bem que o Guilherme e o Diogo são pequenos, porque os outros caras eram grandes. Ficou meio "apertadinho", mas valeu.

O que o Diogo não sabia é que eu e o Guilherme combinamos de levar um bolo e velas pra quando a gente chegasse no ponto mais alto do passeio a gente pegasse ele de surpresa e cantássemos os parabéns. Foi mico total! Muito engraçado. O bolo era desses de forma, mas estava muito bom. As velas não acenderam! O Guilherme achou que era por falta de oxigênio. Se fosse já tinha morrido todo mundo! É que ventava muito e fogo não vingava. Foi com velas apagadas mesmo, uai!

Aliás, em falar em falta de oxigênio... foi difícil! Quando estávamos no penúltimo ponto em termos de altura, estávamos a aproximadamente 3400 m de altitude. Existiam vários decks para vista panorâmica, mas para se chegar a eles era preciso trafegar por passarelas e escadas, MUITAS escadas! Eu e o Diogo passamos mal! Um certo momento o Guilherme disse que também sentiu alguma coisa, mas não chegou a ficar como nós dois. Os outros caras devem ter morado em La Paz, pois não sentiam nada! Aliás, essa experiência me fez parar de achar que os jogadores que vão jogar em La Paz poderiam estar fazendo tipo.

"Tiramos" várias fotos, mas a bateria da minha máquina acabou no meio da subida. Então as fotos exibidas contém várias fotos tiradas pelo Diogo com a máquina do Guilherme (rotuladas com DG). Então tem umas fotos normais (minhas) e umas muito boas (DG). O Diogo anda "treinando" bastante esse negócio de foto, e a máquina do Guilherme é sensacional.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

O Acidente

Bom, como eu demorei pra começar a escrever, alguns já sabem do ocorrido. Uma semana depois de eu chegar aqui, estava caminhando apressadamente para o CERN - pois queria logo chegar pra me inscrever como candidato a um apartamento para aluguel - quando, num trecho sem calçada, TRACK#%@&!!! Pisei num buraco, ou coisa do tipo, que estava escondido sob a grama da beira da estrada e torci o tornozelo direito. Mas foi bonito o negócio! Fui até parar no ambulatório do CERN. Mas sem maiores conseqüências. Hoje (10 dias depois) já estou quase bom. Para registro da gravidade do acidente, coloquei umas fotos abaixo.



O duro foi ter que preencher os relatórios de acidente de trabalho.

Consegui uma BIKE


Finalmente, boas coisas acontecendo! Boas notícias vindas do Brasil e hoje eu consegui a minha bike. Novinha em folha, acabaram de comprar! Pena que só me emprestarão por 3 meses. Bom, depois vai começar a ficar muito frio pra andar de qualquer jeito.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Rap do LHC

Eu já estava pensando em postar, mas como já houve ao menos um pedido formal, aí vai:



O pior é que fica parecendo que os caras não tem mais o que fazer...

ALICE com PinkFloyd

Depois de falar no Lewis Carroll, achei que essa valia a pena postar.



Eu me pergunto: será que tem alguma coisa verdadeiramente original no Matrix?

Primeira ida ao ALICE

Como eu já estou na lama com esse negócio de blog, vou postar as coisas fora da ordem cronológica dos fatos. Ao menos por enquanto.

Hoje foi o primeiro dia em que fui no dito cujo! Fui lá pra receber o treinamento de shift, que é simplesmente o trabalho de tomada de dados na sala de controle do experimento. O nome, em inglês significa "turno de trabalho", pois como experimento deverá rodar 24/24h x 7/7d, é necessário o revezamento entre os físicos da colaboração. A seguir estão fotos tiradas hoje.



O acontecimento curioso no caminho. O acesso pra se chegar ao site do ALICE passa por trás de um condomínio. Em um dos terrenos, um indivíduo resolveu colocar umas cabras pra pastar. Isso mesmo, CABRAS! É pena que fotos não transmitam cheiro. Imaginem os vizinhos...

Lançamento


Esse negócio de blog é complicado. Você precisa fazer todo dia, nem que seja um pouquinho. Ou ao menos com uma regularidade freqüente. Sou péssimo nisso...

Mas mesmo assim, vou tentar.

Esse blog surge com o objetivo de descrever um pouco da minha experiência em Genebra e seu nome é um trocadilho com o livro de Lewis Carroll e o experimento do LHC, ALICE.

Começo aliás meio atrasado (como disse sou ruim nisso), pois eu cheguei há mais de 2 semanas. Vou tentar não lotar de posts hoje e depois esquecer o blog por mais duas semanas. Vou TENTAR.