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shift hoje está muito devagar, então resolvi terminar esse post que comecei no domingo.
Seguindo a seqüência ainda fora de ordem, esse post apresenta agora o passeio que eu fiz ao Castelo de Chillon, no sábado 02/08/08.
Fomos eu, o Diogo e o Guilherme, este novamente gentilmente nos levando pra cima e pra baixo. Chegamos relativamente cedo, pois o local é concorrido. De fato, na saída rolava uma certa "muvuca" pra entrar.
O Castelo, que fica próximo à cidade suíça de Montreux, é muito bonito e tem uma história realmente interessante. Ele foi construído sobre uma rocha que aflora na superfície do lago Genebra, a alguns metros da borda do lago. Isso é interessante do ponto de vista estratégico para uma fortaleza, pois cria um fosso natural, aumentando seu poder defensivo. O outro lado da rocha é uma espécie de "abismo submerso", pois tem dezenas de metros de profundidade, além desse lado da pedra ser íngrime como uma parede. Isso, mais uma vez, reforça a capacidade defensiva do Chillon.
O Castelo - assim como vários outros - foi construído em etapas. em outros tempos era parcialmente destruído em batalhas, depois reconstruído, ampliado, etc., até chegar à sua forma atual no século XIX. Ele foi entre posto comercial, prisão e fortaleza (e talvez algo mais que a ausência do folhetinho agora não me permite lembrar).
Para adentrar o castelo obviamente precisa pagar. O ingresso custa 12 francos suíços (CHF) para adultos e estudantes pagam 10 CHF. Como o Diogo e o Guilherme são estudantes, pagaram 10 CHF. Eu fui na cola e paguei 10 CHF também...
Chegando lá pudemos visitar praticamente tudo no Castelo. Fomos às masmorras onde ficavam os condenados, criminosos e presos políticos ou ideológicos. Na parte subterrânea ainda, havia a parte de mercearia, estoque de alimentos, etc. Subindo, chegamos à parte habitada pelos nobres senhores do castelo, no caso os duques de Savóia (outras grafias possíveis são Sabóia ou Savoy). O cara devia ser muito rico! Visitamos as partes que eram usadas como residência de verão uma e a outra de inverno. Lareiras gigantescas! Em um dos lugares tinha até um cardápio de banquetes, e umas receitas de pratos da época.
Como toda residência, nesse castelo não poderia faltar também a área mais íntima, ou seja, o lugar da "higiene". Essa parte mereceu um parágrafo especial, pois é muito curioso a atenção dedicada a esse ponto por quem administra o castelo. Vimos uma sala de banho com uma banheira primitiva (para nós) e muito chique (para a época). Em seguida fomos ao cagódromo! Sim, não tem como ter outro nome! Era um banco de madeira, com dois buracos (que você já deve imaginar pra que serve). Um buraco do lado do outro!!! Hoje em dia, quando o cara precisa discutir alguma coisa com o subordinado o cara leva o cara pra tomar um café. Naquele tempo, o cara chamava o indivíduo pra "bater um barrão"! E o mais legal era que esse cômodo, ficava bastante alto e os burcos dessa nobre retrete caíam em uma espécie de túnel vertical, que terminava nas águas do lago. Parecia um lançador do b....! O Diogo chamou de corneta de peido, pois devia dar um eco... Pelo menos esse esquema não rolava de a água bater na bunda. Outra coisa curiosa ainda neste cômodo era a amostra de obras de arte escatólogica daquela época.
Deixando de lado a escatologia, prosseguimos a visita às partes do castelo que tinham função defensiva. Alças de tiro de flechas, bacamartes, canhões, azeite fervente, etc. Isso sim é que se pode chamar de fortaleza! Chegando ao topo, no alto da torre mais alta, a vista foi espetacular. Para todos os lados pode-se observar os flancos do castelo, numa verdadeira visão estratégica. Do ponto de vista puramente turístico, um show: o lago, suas praias, os alpes, barcos a vela... Enfim, se existe algum lugar em que a expressão "primeiro mundo" se aplica, eu não consigo pensar em melhor lugar.
Depois descemos cansadíssimos e esfomeados. Fomos comer em Montreux, à beira do lago Genebra! Quer coisa mais chique? Basta pedir caviar, porque a gente foi no supermercado e compramos baguete, frios e queijos, refrigerantes e pegamos uma mesa do McDonalds na cara-dura. Mas mesmo assim foi bom, porque os frios, os queijos e as baguetes que a gente comprou eram muito boas. O problema mesmo foi apoiar a comida naquela mesa ao livre, pois logo vimos que tinha uns pombos por ali. E sabe como é onde tem pombos... (a escatologia continua).